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quinta-feira, 24 de junho de 2010

300 escolas com laptop em 2008

Aconteceu nos dias 07 e 08 de novembro em Brasília uma reunião entre MEC, representantes das secretarias estaduais CONSED e municipais UNDIME e presidência da república para apresentação do programa UCA para 2008. Serão 300 escolas de até 500 alunos e professores espalhados por todo o Brasil que receberão um laptop por aluno!

Com certeza este será um momento histórico para a Educação Brasileira. Com a distribuição de 150.000 laptops no que está sendo chamado de piloto do UCA, será possível analisar dados de diferentes realidades e decidir se o programa chegará mesmo para todas as escolas públicas brasileiras posteriormente.

As cinco escolas que estão realizando as implantações este ano apresentaram um pouco do seu trabalho com os diferentes modelos disponíveis. Nestas escolas procurou-se vivenciar duas possibilidades em relação a distribuição dos computadores: um para cada aluno ou utilização compartilhada.


O Classmate foi experimentado nas escolas CIEP Rosa da Conceição Guedes de Piraí no Rio de Janeiro (cidade iluminada utilizando tecnologia WiMAX) e o Colégio Estadual Dom Alano Marie Du Noday em Palmas - Tocantins.


Utilizando o famoso XO estão as escolas Escola Estadual Luciana de Abreu de Porto Alegre no Rio Grande do Sul e Escola Municipal Ernani Silva Bruno de São Paulo (capital).


Com apenas 40 unidades do Móbilis a Escola CEF 01 de Brasília (Vila Planalto) foi a única a testar o equipamento.


Como pontos inovadores deste projeto foram destacados durante toda a reunião:
uso do laptop por todos estudantes e educadores da escola pública em um ambiente que permita a imersão numa cultura digital;
mobilidade de uso do equipamento em outros ambientes dentro e fora da escola;
conectividade. Interação por meio de redes sem fio;
uso pedagógico das diferentes mídias.

Para quem acreditava que os professores estavam "abandonados" no projeto, está sendo prevista uma formação, através dos NTEs e universidades locais para os professores, bem como distribuição de equipamentos.

As escolas participantes terão acesso a internet com banda larga e cobertura wireles em toda sua estrutura.

Nestas próximas semanas as secretarias estaduais e municipais devem estar divulgando a relação das escolas que serão indicadas para participação no projeto, representando,juntas, 5% das escolas públicas brasileiras.

As inovações tecnológicas a serviço da educação



Presidente da Associação Brasileira de Tecnologia Educacional (ABT)

Desde fins do século XIX, as grandes invenções ou inovações tecnológicas do mundo das comunicações têm sido associadas ao seu potencial de uso pela educação. Primeiro foi o telégrafo, depois o telefone, em seguida o cinema, e assim por diante. Essa era a idéia que inventores e visionários tinham tanto da tecnologia como da educação. Juntavam uma a outra, porque as valorizavam ao máximo e desejavam ver suas invenções produzindo benefícios para toda a humanidade.

Nem tudo, ou muito pouco, do que se imaginou nos primórdios do século passado, com relação a essa ligação tecnologia-educação, foi posto em prática. Há explicações de toda ordem. O professor Lauro do Oliveira Lima, em seu livro Para que sevem as escolas (ed. Vozes, 1996), nos fez refletir a partir de seu instigante e polêmico posicionamento sobre o lugar que tem o educador no processo de formação do cidadão e nos afirma que a educação foi a área que menos se benefciou dos avanços científicos dos últimos séculos, por resistência dela própria.

Se quisermos absolutizar essa questão, certamente iremos encontrar inúmeros exemplos que venham a nos desmentir, não só aqueles que sejam representativos da criatividade e da investigação de pesquisadores e pensadores como J. Piaget, mas também os exemplos práticos de escolas que buscam superar os modelos tradicionais. Contudo, em geral, é muito difícil dizer que o professor Oliveira Lima csteja equivocado. O modelo de educação que se aplica hoje, do ponto de vista da relação ciência‑educação, é muito mais próximo do modelo educacional desenvolvido a partir da evolução da prática dos mosteiros medievais (séculos XII e XIII) do que de algo que possa representar a síntese do conhecimento humano na medicina, psicologia, eletrônica, comunicação etc.

Comparando os métodos de ensino praticados àquela época e os em vigor hoje, é certo que diferenças haverá, mas dificilmente se poderá imaginar que houve revoluções que transformaram substancialmente a prática pedagógica e, principalmente, o uso de recursos para a aprendizagem. O espaço fisico, a forma de organização de turmas, a sala de aula, o quadro-negro, a separação dos horários, os exercícios, os estímulos, o currículo escolar, o credenciamento, o formalismo etc. estão presentes desde pelo menos há 600 anos com características primárias muito semelhantes.

Nesse processo, talvez o que tenha marcado mais as mudanças no ensino não seja a forma de ensinar nem de aprender, as técnicas e os métodos usados, mas sim as questões de caráter social, ideológico e ético. As mulheres, hoje, são maioria, por sua própria competência, luta e obstinação, nos sistemas de ensino, como alunas e mestras. O castigo físico foi incluido e, depois, excluído do processo pedagógico. A Igreja Católica não é mais a instituição de maior responsabilidadc pela educação, que passou a ser uma função do Estado. Isso não significa, de modo algum que a história da educação não seja rica; ela o é tanto quanto a história das idéias e do processo civilizatório.

Contudo, ainda permanece, como característica de nossas sociedades, certa dificuldade em encontrar outra forma de disseminar os saberes acumulados e de construir o processo da socialização inteligente por meio de forma diversa daquela adotada desde mais de um milênio, com a aplicação de tecnologias diferentes das utilizadas naqueles tempos.

A tecnologia tem assumido, porém, um papel de elemento de pressão sobre os processos de ensino e de aprendizagem:

Quarenta anos depois que Gutenberg converteu um antiga prensa de lagar em máquina impressora, com tipo móvel, havia imprensa em 110 cidades de seis diferentes países. Cinqüenta anos depois que a imprensa foi inventada, mais de oito milhões de livros haviam sido impressos, quase todos eles cheios de informação que antes era inacessivel à média das pessoas. Havia livros sobre direito, agricultura, política, exploração, metalurgia, botânica, lingüística, pediatria e até sobre boas maneiras. [...] Assim. tanta informação nova, dos tipos mais diversos, foi gerada, que os impressores já não podiam mais usar o manuscrito do copista como modelo do livro. Em meados do século XVI. os impressores começaram a experimentar novos formatos, sendo que entre as inovações mais importantes estava o uso dos algarismos arábicos para numerar as páginas

A impressora de Gutenberg, em razão do processo social e econômico que dava origem à nova ordem capitalista, serviu para disseminar conhecimentos, potencializar o poder das idéias. A palavra poderia, então, caminhar mais rapidamenlc que o autor. Não se tratava somente de infomação que fluía, mas de bases para a construção de novos conhecimentos que se disseminava. O estudante podia ter acesso, talvez com a mesma facilidade que o mestre, aos conhecimentos, às idéias e às informações que estavam sendo tratados na escola ou na universidade.

A reação não tardaria, podem dizer alguns:

A invenção do que é chamado de currículo foi o passo lógico para organizar, limitar e discriminar as fontes de informação disponíveis. As escolas tornaram-se as primeiras burocracias seculares da tecnocracia, estruturas para legitimar algumas partes do fluxo de informação e para desacreditar outras. Resumindo, as escolas eram um meio de governar a ecologia da informação.

Nesse caso, usando novamente um conceito amplo de tecnologia, o currículo é uma tecnologia de organização do processo de ensino, formada sob a base de uma determinada cultura que, por um lado, podia estar preocupada em sistematizar e orientar o processo didático para a melhor forma de se transmitir determinado conhecimento, como também poderia ser um meio (ideológico) de controlar essa transmissão de conhecimentos e valores.

Provavelmente a forma mais acertada de se entender a resistência da escola e dos agentes educacionais seja a de perceber esse comportamento como não sendo impeditivo do desenvolvimento de novas metodologias e técnicas pedagógicas ou mesmo como sendo incapaz de promover a negação absoluta da incorporação de novas tecnologias ao ato educativo, mas, antes de tudo, como uma resistência que retarda a incorporação dessas inovações, até mesmo, em certos casos, como manifestação de precaução de cautela diante dos modismos passageiros.

Contudo, o importante é saber e compreender que o processo de formalização do ato educativo é algo com caracteristicas históricas, é construído a partir dos anseios, dos desejos, das realidades sociais, econômicas e políticas, das relações culturais, dos conflitos e dos acordos, enfim, tanto a educação em geral como suas instituições e mesmo as teorias, as metodologias e as técnicas são criações das sociedades, dos homens e das mulheres. E, assim, têm começo, meio e fim; ou, melhor dizendo, podem mudar, transformar-se em outras formas de se educar ou de possibilitar a construção individual e social do conhecimento.

O mais importante é ter a mente aberta ao novo. Não como modismo, mas como meio de achar meios para cumprir melhor a missão dos educadores, buscando formas de ampliar o acesso de jovens e adultos à educação, quer na forma do ensino regular formal, quer como educação continuada ou educação permanente.

Melhor ainda se essa ampliação das oportunidades de acesso estiver acompanhada da elevação da qualidade da educação.

Abrir a mente à mudança, ao novo, neste momento, mais que ficar correndo atrás de tecnologias de última geração, significa pensar formas de flexibilizar o sistema de ensino, imaginar processos que ajudem a construir o caminho que os cidadãos vão trilhar nos próximos anos, com a adoção de currículos mais adaptados às exigências no mundo moderno (e do futuro de incertezas) ou com a introdução de novos conteúdos, mas principalmente que venha no sentido de olhar o aluno como sujeito que deve ser capaz de pensar com criatividade, que tenha auto-estima, que possa enfrentar mudanças profissionais e de valores.

Nos casos de dificuldades materiais, orçamentárias e políticas para se mobilizar o que tem de mais avançado em tecnologia material, deve-se mobilizar a criatividade tecnológica que está em cada um, fazendo com que mudanças possam operar no seio do jeito tradicional da se fazer educação.

Fonte: Tecnologia Educacional, ano XXXI, n. 161/162, abr./set. 2003. http://nteitaperuna.blogspot.com
Intel, USAID e UNESCO estabelecem parceria para incluir 10 mil jovens brasileiros no mundo digital
comentado por Fabio Tagnin em novembro 4, 2009

Materiais e metodologia do Programa Intel Aprender chegarão a áreas em situação de risco por meio de centros de inclusão social mantidas pela UNESCO.

A Fundação Intel realizou uma parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para implementação da metodologia do Programa Intel Aprender em cerca de 180 centros comunitários de educação do país. Por meio dos cursos “Tecnologia e Comunidade” e “Tecnologia no Trabalho”, a iniciativa capacitará mais de 10 mil crianças e jovens no uso da tecnologia da informação.

A Fundação Intel, a USAID e a UNESCO oferecerão cursos de informática a jovens que freqüentam o programa “Atendimento Integral ao Educando e à Comunidade na Perspectiva de uma Cultura de Paz no Distrito Federal”, parceria entre a UNESCO e a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, e a crianças atendidas pelos quatro Espaços Criança Esperança, mantidos pela campanha Criança Esperança, um projeto da REDE GLOBO em parceira com a UNESCO, em comunidades das cidades de São Paulo-SP, Rio de Janeiro-RJ, Belo Horizonte-BH e Olinda-PE. Com esta iniciativa, a Intel prevê que jovens inseridos em comunidades de risco possam se dedicar a atividades extracurriculares nas escolas e nos centros comunitários.

“O acesso à tecnologia é fundamental para a redução da desigualdade social, colabora para a formação de jovens e contribui para o aumento da competitividade do país, pois permite uma rápida evolução de idéias e habilidades necessárias para enfrentar os desafios do século XXI”, disse Fabio Tagnin, gerente de Educação da Intel Brasil. “Acreditamos que projetos de sucesso estimularão a participação de entidades não-governamentais, representantes do setor público e da iniciativa privada em atividades que incentivem a educação, com a elaboração de políticas efetivas de inclusão social”, completa o executivo da Intel.

A educação serve para fazer mais do que usuários e desenvolvedores de tecnologia


Na visão tradicional quem vai á escola é para aprender ou para preparar para a vida social, mas na visão liberal é uma instituição. No mundo que estamos ele passa por várias mudanças, muito mais do que consumidores para a utilização das tecnologias a escola necessita assumir o seu verdadeiro papel que é formar cidadãos concientes para observar criticamente a fim de lidar com as inovações e transformações sucessivas dos conhecimentos em todas as áreas.
A utilização das tecnologias na educação a perpectivas orientada pelos propósitos da sociedade da informação no Brasil, exige a apropriação de novas abordagens pedagógicas acabando com o isolamento da escola e colocam a permanência do diálogo e a cooperação com os demais instâncias da sociedade. Educar para as inovações e a mudança significativa e a mudança significativa propor dinâmicas de aprendizagem, em que se possam atuar e desenvolver concepções sócio-históricas da educação garantindo a formação de pessoas para o exercício da cidadania e do trabalho com criatividade e liberdade.
O objetivo de aumentar o sentido de educar e reinventar a função da escola, os projetos educacionais desenvolvidos via redes não podem ser pensados apenas como uma forma diferenciada de promover o ensino. Elas são formas de interação, cooperação que podem ampliar a atuação dos professores, alunos e demais segmentos, que viabilizam o desenvolvimentodo ensino da gestão da educação em caminhos diferentes.
O desenvolvimento da educação tem sido muito rápido, a inclusão digital deve ser pensada como uma forma de diminuir os problemas para que aqueles que possuem dificuldades a participação físicas que dificultam a participação em atividades escolares. Os dispositivos, SOFTWARES e programas especiais para pessoas com problemas de visão, audição e outras limitações.
A grande maioria os projetos educacionais que estão em curso reproduzem a realidade anterior dos cursos e projetos do ensino a distância.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Se é perto é complicado, de longe então...


Outro dificuldade infrentada é a adequação entre o professor, aluno,conteúdo, realização e como tudo isso pode ser incluído nos processo educacional, o aparecimento dos cursos á distância eram vistos nas novas TICs que criou um movimento onde a prioridade dos professores era o conhecimento tecnológico. Desta forma os profissionais que atuaram nessa área obtinham um ótimo conhecimento das tecnologias, achavam que podiam criar cursos á distâncias em base digital e sem ter o conhecimento dos conteúdos e mesmo assim passar. Os fracassos acontecem devido á estas experiências , pois sem o domínio do conteúdo nos pode -se oferecer um ensino de qualidade e por estas falhas acabaram se generalizando que todos os cursos e projetos não possuem uma qualidade boa, mas esta ideia esta ultrapassada, por este motivo que antes de frequentarmos devemos pesquisar para termos certeza que o ensino passado tem ou não a qualidade que esperamos receber. Um curso bem estruturado tanto tecnológicamente como pedagógicamente o fracasso não fará parte desta história e deixando para trás esta ideia de são mal elaborados.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Os problemas nas relações entre a mídia e os processos educacionais



Ao pararmos e pensarmos nos mais diversos tipos de mídias que conhecemos como o programa de rádio, televisão e mais atualmente o computador e a internet, temos então conhecimento de alguns projetos que não obteram sucesso ou não alcançaram seus objetivos principais.


Por mais que a tecnologia seja um instrumento indispensável na educação temos a obrigação como educadores de saber manipulá-lo, mas infelismente nem sempre isso ocorre, as instuições muitas vezes não possuem verba para suprir as necessidades básicas da escola( manuntenção e outros) é importante que as verbas sejam organizadas em orçamentos, esses são apenas problemas iniciais na relação da escola e a o uso das tecnologias digitais. Nas instituições que já possuem computadores conectados á internet os professores acabam tornando-se vigias dos seus alunos, pois observam onde os seus alunos estão conectados, obter a certeza que não em saites impróprios. As escolas necessitam instalar filtros para que não ocorra problemas mas também possa apresentar um caminho onde os estudantes vão de uma forma mais diversificada compreender o verdadeiro significado da palavra APRENDER!